A peça se apresenta como um vigoroso caleidoscópio de narrativas sem personagens definidos. Além de construir uma forma ousada, Crimp consegue criar uma tensão no espectador através de uma ameaça silenciosa e de seus discursos misteriosos. Ela dispensa os personagens para provar, através de diálogos contundentes e sutis, que o teatro ainda pode sobreviver se for impulsionado por seu fervor ideológico.
Identificada com essa ousadia e força narrativa, Beth Lopes e os atores da Companhia de Teatro em Quadrinhos propõem trazer à cena (A)tentados, mantendo-se fiel a um compromisso ético de levantar questões de relevância social e cultural aliadas a uma linguagem inovadora e incisiva.”. Com tradução de Christiane Riera e Luiza Jatobá, o espetáculo “(A)tentados” é uma experiência vertical na linguagem teatral para falar do nosso tempo .
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